LEI MARIA DA PENHA + ASSÉDIO MORAL



Achei essa matéria lá no Shampoo de Laranja, e como a Pri decidi botar a boca no trombone também! Parabéns Pri, adorei!
E acabei achando uma matéria super interessante que define muito bem essa Agressão que todas nós estamos suscetíveis a passar, vejam a matéria:

Violência Contra a Mulher

É muito constrangedor e nauseante falar de um tema como este, mas, queiramos ou não, é um assunto que presenciamos todos os dias, seja através da mídia falada, escrita, televisiva, ou, até mesmo, de uma pessoa mais próxima - talvez uma parenta, uma irmã, uma vizinha, ou, quem sabe, uma FILHA.
O que seria uma agressão contra a mulher? Seria, somente, lesão corporal? Não, caros leitores! O pior tipo de arma utilizada para uma agressão, vem através de outros instrumentos: pequenas ofensas verbais e morais. Os danos morais são os maiores causadores das dores, superando, até, as dores físicas.

Ainda hoje, na maioria dos "lares", o homem é considerado o "rei". Por que não dizer "chauvinista"? E ele se aproveita desse falso título, para ditar regras, mandar, dominar, ESPANCAR e ESTUPRAR! Quando? Bom, os finais de semana são os dias preferidos para o seu "deleite" e "bel-prazer"... Sai, vai para o botequim, "enche a cara de cachaça", volta para casa e se sente o "todo-poderoso"... Na segunda-feira..., dia de fazer a queixa na Delegacia da Mulher, fazer exame de corpo-delito no Instituto Médico Legal - IML, ou, quem sabe, estar no IML fazendo uma autópsia. Estou sendo cruel? Não, só estou mostrando a realidade dos fatos!

O que a Justiça diria se, depois de tantos espancamentos e atrocidades contra a mulher, esta, por sua vez, vê-se com "a faca e o queijo na mão", ou seja, consegue reverter a situação e investir contra o seu agressor, levando-lhe à morte? Você, meu leitor, poderia dizer: "bem-feito"! Mas, e a Justiça? É nesse ponto que quero chegar. Devemos agarrar esta causa com fé e coragem, devemos tentar acabar com essa violência contra a mulher. E, quando me refiro à mulher, me refiro, também, à criança mulher, à adolescente mulher, à jovem mulher, à pobre mulher, à rica mulher, enfim, à todas as mulheres.

A agressão não escolhe raça, idade e classe social. Não existem estatísticas entre as classes sociais no que se refere as agressões. A única diferença é que, as mulheres de classe social mais elevada, acabam por não darem queixa das agressões sofridas por seus maridos, namorados etc. São vários os motivos que as fazem calar - dependência financeira, medo, vergonha etc.

Mas não devemos confundir a violência sofrida pela mulher com a violência urbana. A mulher, quando violentada, deixa todos os seus referenciais, os seus laços afetivos, os seus vínculos com a casa para o agressor. Ora, onde está a Justiça? Além de ser humilhada e maltratada, tem que sair como quem está fugindo da polícia ou do bandido???

Devemos cobrar do Estado as providências necessárias para a solução do problema de agressão e violência contra a mulher. Não podemos ficar parados! Devemos agir, falar, gritar! Não podemos admitir que as mulheres continuem vivendo "entre tapas e beijos"
© Texto produzido por Rosana Madjarof

Agora tem outro assunto que eu gostaria de abordar, porque sempre que a gente fala sobre violência contra a mulher acaba se perguntando: Porque elas não denunciam, porque não deixam esse cara? Porque? Porque? Já que somos tão independentes e estamos vivendo numa era em que a mulher deixou de ser dona de casa só e resolveu correr atrás também! Eu lhe respondo: Assédio Moral! Esse minhas amigas é um crime que passa por debaixo do nosso nariz, é um crime de silêncio velado, que acontece na casa da vizinha ou de algum parente e a gente nem sabe, porque o agressor aos olhos da sociedade é um cordeiro, mas dentro de casa é bem diferente. Vamos ler uma matéria que saiu na revista Cláudia:

Assédio moral no casamento

No começo, é um olhar de censura, uma alfinetada sem elevar a voz. Mas o desejo de humilhar aumenta gradativamente... até que o parceiro consegue destruir a auto-estima da mulher, que se deprime e se culpa. Veja por que a psiquiatra francesa MARIE-FRANCE HIRIGOYEN luta para que o assédio moral seja considerado crime e acompanhe o depoimento de uma leitora

Ruth de Aquino, de Paris

"Não tenho nada a ver com isso, não é problema meu."

"Sei melhor do que você o que é bom para você."

"Pára de falar besteira."

"Afinal, você tem medo do quê?"

"Você vive reclamando."

"Por que você não consegue fazer nada direito?"

"Todo mundo sabe que você é louca, eu deveria internar você."

"Se você passar daquela porta..."

Antes do primeiro tapa, observe esses sinais de abuso. Se os episódios se repetirem, reaja, porque senão você vai acabar se achando uma nulidade e se isolando do resto do mundo. É por isso que Marie-France Hirigoyen luta, com seus livros e palestras, para transformar o assédio moral em crime.


O HOMEM-VENTOSA

É tão violento sentir a mente invadida e devastada quanto sofrer um estupro ou levar uma surra. Passei anos com a sensação de que me fora roubado o sopro da vida. Olhando bem para trás, para 1983, acho que o primeiro sinal aconteceu quando o conheci, quando a gente ainda nem namorava. Ele freqüentou minha casa por mais de ano contando histórias tristes a seu respeito. Oferecia generosa amizade e silenciosa invasão. Eu estava fragilizada por ser mãe pela primeira vez, cuidando de uma filha pequena (2 anos), com um marido que amava, mas que acabou não resistindo a sérios problemas de saúde.

Quase três anos mais moço que eu, ele tratava minha filha com ternura de fazer gosto e a mim como uma rainha. Sugeria passeios, topava ficar em minha casa só no lero. Estava sem emprego, querendo estudar psicologia. Aos 28 anos, passava por uma baita crise existencial. Havia se casado aos 20, se separado aos 27. Eu tinha 30 anos, com carinho sobrando e uma carreira bacana. Vivemos quase 20 anos uma história de amor, tivemos um filho e ele se tornou o "pai" da minha filha.

A primeira ficha caiu quando fazíamos análise de casal e ele me pediu para não tocar em determinados assuntos na terapia... e eu, pasme, fiquei quieta. Afinal, lá estava ele mais uma vez sem emprego, em crise, brocha. Tinha tanto medo de perdê-lo que desconversei, preocupada com a dor dele... E a minha dor? Ah, essa eu podia relevar. Estranhei quando, ao perder o último bom emprego, meu marido insistiu que não se tocasse no assunto em casa e não se mudasse o padrão de vida da família. Logo tudo iria se ajeitar. Na mesma ocasião, pediu que, durante as férias de julho, viajasse com nosso filho para o sítio na serra. Relutei, não era hora para ele ficar sozinho tão deprimido. Sugeri enviar a criança para uma colônia de férias, mas ele respondeu: "Se você me ama, vá cuidar do nosso filho que eu saio dessa e, quando vocês voltarem, já estarei empregado". Quando regressamos, 15 dias depois, ele estava realmente bem: havia alugado um apartamento a algumas quadras de nossa casa. Armara a mudança sem nenhuma conversa comigo. Dois anos depois, soube que contara, bêbado, a nosso caseiro, que iria embora só para me dar um pequeno susto, mas que voltaria. De fato, passados três meses, reatamos e convivemos mais um ano cada um na sua casa. Eu culpava a menopausa, que se avizinhava, pela situação. Aos poucos, saquei que o que ele queria mesmo era transar com todas as gatinhas que aparecessem.

Certa vez, tirou meu filho de casa. Às escondidas, comprou uma passagem, organizou a viagem todinha e, finalmente, comunicou que mandaria o garoto fazer intercâmbio fora do país. Inventava coisas insanas em relação ao menino, como convidá-lo para beber e jogar sinuca às vésperas de provas. Em outra ocasião, convenceu- o a consultar um analista sem me dizer nada. Meu filho não agüentou quatro sessões e abriu o jogo comigo. Pela primeira vez, realmente tive raiva do cara. Me dei conta da capacidade de meu marido de se livrar das pessoas quando não lhe convinham mais - a começar pela ex-mulher, que ele dizia ser louca, porque tentara suicídio após o rompimento. Ele também sugeria: "Poderíamos viver só nós, não preciso de mais ninguém, você tem mania de ter amigos demais". Nenhum conhecido, parente meu ou dele era suficientemente bom para a gente estar junto. Tentou me fazer desistir de comemorar meu aniversário. Logo eu que sou tão festeira.

Depois da separação, mesmo tendo tido um consultório cheio por mais de 25 anos, me senti incapaz de atender qualquer cliente por quase três anos. Em quatro meses, perdi 8 quilos. Senti o desespero do isolamento. Eu havia sido a luz da vida daquele homem e, da noite para o dia, ele me ignorava e dizia aos amigos que me evitava para que eu sofresse menos ou, se contradizendo, que eu devia estar feliz porque, afinal, não gostava mais dele e ele me fizera o favor de sumir da minha existência. Não quis advogado na separação. Para mim, só valeria a pena entrar na Justiça se desse para provar o assédio moral, a lenta e gradual destruição da auto-estima. Mas isso ainda é um tabu no Brasil. Ninguém fala, ninguém vê, ninguém reconhece.

ENTAO É ISSO! VAMOS PERCEBER OS SINAIS, ÀS VEZES ESTÁ ACONTECENDO COM UMA AMIGA, IRMÃ,PARENTE, E AGENTE NÃO VÊ, NÃO SABE, DÁ ATÉ CONSELHOS PARA ELA SAIR FORA, MAS NÃO ENTENDE PORQUE ELA NÃO ABANDONA AQUELA SITUAÇÃO, ACONSELHEM, ENTENDAM, COLOQUEM À DISPOSIÇÃO O OMBRO PRA ESSA MULHER CHORAR, E AOS POUQUINHOS ESCLAREÇAM.
BEIJOS NO CORAÇÃO
Marilia Alves

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One Response so far.

  1. Jac Bagis says:

    é muito sério esse negócio de assédio moral, q machuca muito mais q uma agressão fisica pq machuca a alma...

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